Sobre 82 muito já se falou e ainda se falará. Provavelmente a 2° melhor seleção de todos os tempos, só superada pela de 70. Carregando o estigma de não ter vencido.
Um time quase perfeito, montado pelo mestre Tele Santana.
Apesar de que a meta deveria ter sido defendida por Leão e não por Valdir Perez, e nosso centroavante Careca, e não Serginho, grande goleador mas que destoava do estílo clássico do resto do time.
Nesta Copa eu já havia começado a trabalhar e ai já havia o frisson pré-partidas. Sair correndo do trabalho para acompanhar as partidas, vendo a agitação das pessoas com a camisa da seleção.
O narrador da Globo era o bom Luciano do Valle e acho que foi nesta Copa que tinha a coisa da assinatura dos jogadores após os gols. Ou seja o jogador autor do gol dava um “autografo na tela”.
Em fase de contestação nesta Copa eu tinha uma grande simpatia pela Itália, torcendo inclusive pela Azurra. Exceto contra o Brasil!
Eins que o destino coloca a Itália no caminho do Brasil, e estamos prontos, em casa, para assistir a partida. Na arquibancada meu pai, minha mãe, eu e meu irmão mais velho. 3 x 1 prá Itália? Não 2 x 2, pois meu irmão apesar de ter nascido na Itália era uma fanático torcedor canarinho, que se tornou santista devido aos shows de Pelé.
A partida caminhava e meus pais que torciam timidamente foram se inflamando e irritando meu irmão mais velho, e o clima esquentando. E em um momento de tensão, que culminou com o gol do Paolo Rossi, eu tive que intervir para que meu irmão respeitasse o direito de torcida dos velhos, no melhor espírito “fair play”. Uma cena digna de um filme de Fellini.
O resto virou história. A Itália que começou com uma campanha mediocre cresceu na competição e acabou faturando, vencendo a Alemanha na final.
Além de um futebol inesquecível, lembrado e respeitado no mundo todo, a Copa deixou uma inesquecível capa do Jornal da Tarde. Trazendo em destaque a foto abaixo.

