Posts de Julho, 2006

A Great Day in Harlem (DVD)

Julho 18, 2006

Há algum tempo estava navegando na Amazon e esbarrei no lançamento deste dvd(acho que é a primeira vez em dvd, antes só em VHS). Com a ajuda do meu amigo Yen garanti o meu exemplar!! Vamos aos detalhes:

A foto:

A Great Day in Harlem - Foto

Em 1958 o fotografo Art Kane juntou 57 músicos de Jazz, na 126th Street (entre as avenidas Fifth e Madison) no Harlem, para uma foto para a revista Squire (publicada em janeiro de 1959) que se tornou uma das mais famosas da história da música.  

O documentário:

No começo dos anos 90 um cara de nome Jean Bach transformou esta foto em um documentário, que foi indicado ao Oscar em 1995. 

O filme conta a incrivel história da foto, através de entrevistas com os personagens,  detalhes de produção, o comportamento dos músicos e demais envolvidos, fotos alternativas e algumas imagens em filme feitas no dia da foto.

Músicos:  

Dizzy Gillespie, Thelonius Monk, Lester Young, Gerry Mulligan, Count Basie, Art Blakey, Charles Mingus, Sonny Rollins, entre outros (no total são 57).

O DVD:

Evidentemente traz o documentário, vários extras, e permite navegar pela foto, através dos artistas e suas histórias.

A Great Day in Harlem - dvd

Mais:

- A foto inspirou vários “covers” com outros grupos de pessoas (músicos, artistas, pessoas comuns), no mesmo local ou em outras cidades.

- Das crianças que aparecem na foto, só uma foi identificada. Taft Jordan Jr, filho do trompetista Taft Jordan.

- No filme “o Terminal”, Viktor (o ator Tom Hanks) fica preso no aeroporto de N.York quando se dirige a cidade com o objetivo de completar o sonho de seu falecido pai: obter os autografos de todos os músicos presentes na foto. Ele, um amante do jazz, encontra a foto em um jornal hungaro em 1958 e escreve para os músicos pedindo autografos. Ele recebe quase todos. Um ficou faltando. O de Benny Golson.

Agora não durmo enquanto não tiver esta foto na minha parede!!!

Outras informações:

- Site do dvd

- Site Harlem.org

- Veja o trailler do documentário

John Pizzarelli – Dear Mr. Sinatra

Julho 6, 2006

É com muita satisfação que inauguro o departamento de música deste blog com o lançamento do novo CD do John Pizzarelli, que chega as lojas americanas no dia 18/07.

Dear Mr. Sinatra 

Como diz o título trata-se de uma tributo a Frank Sinatra, onde o Pizza é acompanhado da super Clayton-Hamilton Jazz Orchestra. A orquestra vem de uma bem sucedida parceria com a cantora Diana Krall em seu último álbum ”Christmas Songs” e que continuará no mais recente “From This Moment On” que será lançado em setembro.

As ligações das “famiglie” Pizzarelli e Sinatra vem de longa data, quando o velho Buick, pai do John e que também participa do novo álbum, tocava nas gravações de Sinatra e também do começo da carreira de John que abria alguns de seus shows.

Para abrir o apetite clique e ouça 2 amostras de boa música: “You Make Me Feel So Young” e “How About You”.

O CD sai pela gravadora Telarc, o que é garantia de qualidade de áudio e produção e, que tem lançado os seus últimos trabalhos. Acho que logo a Calber Music, que importa e distribui a gravadora no Brasil, deve colocar a venda por aqui. Quem não aguentar pode recorrer a Amazon que já está com o CD em pré-venda. 

Outra boa notícia é que já está agendada a vinda do Pizzarelli ao Brasil em novembro. Ele deve fazer a sua já tradicional temporada no Bourbon Street em S.Paulo e além disso se apresentará com a Orquestra Jazz Sinfônica  no Memorial da América Latina no dia 15/11.

Com muito swing e carisma o cantor e guitarrista começou sua carreira seguindo os passos da pai e logo obteve sucesso, conquistando um público fiel não só de amante do Jazz, mas de apreciadores de bonitas e inspiradas canções.

Entre seus vários álbuns e participações especiais nos de outros artistas, vale destacar ”P.S. Mr. Cole”, em homenagem ao trio de Nat King Cole, “After Hours”, “Meet the Beatles” (com o repertório de….?) e o duplo ao vivo “Live at Birdland”. Há também um cd dedicado ao nosso gênero musical de exportação, “Bossa Nova”.

Ao vivo também o cara é demais e esbanja simpatia e felizmente ele tem nos visitado religiosamente em todos estes últimos anos.

Para terminar abaixo algumas fotos que fiz em 2004 quando ele esteve fazendo um pocket show na Fnac.

Pocket Show - Fnac     Pizzarelli - Av. Paulista

As Minhas Copas do Mundo–11

Julho 6, 2006

Chegamos a 2006! Forza Azzurra!!! Mais do que nunca.

Alguns comentários:

- Ringtone do Ronaldinho: “Se ele dança (o Zidane dando um baile no Brasil,zil,zil), eu danço” (pq a Copa acabou pró suposto melhor do mundo e o que lhe resta e dançar nas boates de Barcelona).

- Descobri porque o Roberto Carlos ficou de quatro: ele se confundiu.. Achou que a partida era contra a Inglaterra e que o Beckham estava em campo…

- Ronaldinho foi o da melhor da Copa. O melhor garoto propaganda….

- Quem derá tivessemos um Grosso, como o da Itália, em nosso time.

Agora falando sério, foi uma pena que uma das melhores gerações do nosso futebol desperdiçou a oportunidade de disputar uma Copa do mundo como homens.

Não precisava ganhar, afinal este é um detalhe da competição, mas correr, dividir, mostrar seriedade… Um time sem comando, sem tática clara, sem jogadas ensaiadas, sem brio, sem garra… enfim, não era um time e sim um amontoado.

E não me venha com essa de que o time estava unido. De que a França jogou melhor… Não somos idiotas.

Tomamos um dos maiores bailes da história. Boa parte dos nossos “craques” estavam mais preocupados em se confraternizar com o Zidade, com sorrisinhos, afagos, carinhos… e o cara afim de jogo. E quando ele quer jogar… mesmo marcado é fogo. O que dirá então livre em campo. E eu sei bem, pois como torcedor da Juventus ví muitas exibições de gala do francês.

 Achavamos que tinhamos um time de “craques” e na verdade tinhamos um time de garotos propaganda!

Prá terminar, já decidi o que fazer. Na minha tola ilusão vou boicotar os produtos que tenham como garoto propaganda os nossos ”craques”. Só afetando o bolso dos mercenários para que talvez um dia eles recuperem a fome de bola.

Zidane, te adooooro!!!! 

As Minhas Copas do Mundo–10

Julho 5, 2006

2002, liderados pelo espírito guerreiro do Felipão chegamos ao penta.

Foi a Copa das partidas nas madrugadas. O Brasil com um time esforçado que se acertou na competição e se tornou eficiênte.

Apesar de todos enaltecerem a brilhante Copa do Ronaldo e do seu renascimento para o futebol, prá mim os destaques foram Rivaldo, Felipão e Marcos. Por uma razão muito simples, a minha paixão clubistica.

As Minhas Copas do Mundo – 9

Julho 5, 2006

98 foi a Copa do amarelão. Pensando bem, não. A do amarelão foi a de 2006!

Nenhuma história especial apenas que, ressabiado com o que aconteceu na última Copa, fiquei em casa sem convidados e torcida.

Após o almoço, liguei na rádio Jovem Pan para saber dos preparativos do jogo e… estupefato…. tomei conhecimento de que Ronaldo não jogaria e de toda aquela confusão. 

Naquele momento já sabia que a Copa não ficaria nas nossas mãos.

O que vimos foi o time mais apático do Brasil em uma Copa do Mundo, até aquele momento.

As Minhas Copas do Mundo – 8

Julho 5, 2006

Assim como a atual Copa, tá na hora de acabar com esta novela das minhas copas.

Em 94 voltamos a ser campeões. Novamente sem empolgar, com futebol pequeno, mas com Romario na área para empurrar a bola prá dentro.

Na minha Copa de 94 aconteceu algo inacreditável. Mas que é a mais pura realidade.

A grande final seria, mais uma vez, contra a Itália. Decidi assistir na casa do meu irmão Miguel. Após o almoço lá estavamos nós na frente da TV acompanhando a partida. Um jogo nervoso, com pouca emoção, quase nenhum lance de gol, e que ia prá prorrogação. E eins que quando a prorrogação estava quase no final….acaba a luz!!

Sim, senhoras e senhoras, ficamos sem energia elêtrica…. sem luz….bem na final da Copa, e quando ela caminhava para os penalties.

Depois de xingar a Eletropaulo, Light, e tudo o mais, tinhamos que decidir o que fazer.

Ligamos para outro irmão que morava perto e lá também não havia energia, mas na casa da minha irmã, que não ficava muito longe, tinha. Então corremos todos para lá.

Quando cheguei a cobrança dos penalties já tinha começado. A casa lotada e eins que… Robertobaggiopráfora…….. Brasil Tetra!

Com este stress todo nem curti tanto o título. Fiquei meio que anestesiado!

Não sou o tipo de torcedor que vai prá rua comemorar título. Prefiro acompanhar os comentários do pós jogo. Então rumei prá minha casa perto da avenida Paulista, local oficial das comemorações.

E eins que ao chegar lá me defronto com uma multidão enlouquecida ocupando o espaço dos carros. Apesar do aperto consegui atravessar pro outro lado cruzando a multidão, e chegar em casa sem quase nenhum arranhão!

As Minhas Copas do Mundo – 7

Julho 1, 2006

Na Copa de 90 assumi de vez meu lado italiano e minha torcida pela Azzurra.

Alguns meses antes da Copa estive na Itália e pude constatar que não se cogitava a possibilidade da Itália perder a Copa, que seria disputada em casa. O tema musical composto para a Copa era contagiante, “Una Estate Italiana” cantado por Gianna Naninni e Edoardo Benato. O time não era lá essas coisas e trazia em seu ataque o siciliano Totó Schilachi, que acabou como artilheiro da Copa. Com seu futebol de resultados, a Itália chegou até as semifinais ao se encontrar com a Argentina.  

Nossa seleção, a geração Dunga conduzida por Lazaroni, logo foi despachada pela Argentina, com um golzinho do Caniggia em lançamento de Maradona. Quem diria que Dunga renasceria das cinzas, levantando do título em 94.

Acompanhei a Copa com muito interesse e assisti muitas das partidas. A cena que mais me marcou foi a confraternização dos atletas das seleções da Itália e Inglaterra, no termino da decisão de 3° lugar, vencida pela Itália. Está era a forma que as partidas deveriam acabar, vencidos e vencedores em comunhão. 

A decisão foi uma repetição da Copa anterior, mas com um resultado diferente. Alemanha campeã, pela terceira vez. Agora não estavamos mais sozinhos no topo dos vitoriosos. Mas seria por muito pouco tempo…

As Minhas Copas do Mundo – 6

Julho 1, 2006

A copa de 86 foi a que pela primeira vez esbarramos fatalmente na França. Nossa seleção era uma continuidade da de 82, só que piorada. Poucas lembranças. Se este blog fosse escrito por um argentino o relato seria épico e grandioso.

Destaques:

Os surpreendentes gols do lateral Josimar.

O show do Maradona. Em especial contra a Inglaterra. Falando nisso outro dia ví uma camiseta ótima (me arrependi de não ter comprado). Trazia um diagrama do antolôgico segundo gol, mostrando o caminho de Maradona, superando vários adversários, até o gol.

No final de semana que o Brasil enfrentaria a França eu estava em Florianópolis, participando de uma viagem convite da Vasp (se não me engano).

A viagem foi ótima e fui até confundido com o Fábio Junior na saída do hotel. A partida cruscial assistí em um hotel em Santo Amaro da Imperatriz, uma pequena e charmosa cidade próxima à Florianopólis.

A partida foi nervosa e na hora dos penalties resolvi não assistir. Sai para caminhar sozinho por um lindo e comprido jardim do hotel. Fiquei um bom tempo neste passeio solitário, e no retorno ao hotel soube da desclassificação. Era como se eu tivesse uma plaquinha, “Galvão, eu já sabia”!

A finalissima acompanhei em casa, com uma leve preferência pela Argentina. O talento de Maradona merecia ser reconhecido com título mundial.

Além disso esta partida entraria para minha história pessoal. Foi a última, de uma Copa, que assisti junto com meu pai.

Apesar de não demostrar preferências por times, ele gostava muito de assistir as partidas do seu lugar favorito no sofá, sempre com uma cervejinha gelada. Nos lances agudos se contorcia e preparava o chute como se fosse o centroavante, pronto para fazer o gol e correr para o abraço.